Dia Internacional das Mulheres em São Paulo deu seu recado

Na Praça da Sé, mulheres protestavam com as palavras: "Aposentadoria fica, Temer Sai".

Por Márcia Brasil 

A manifestação contra a reforma da previdência no dia da luta mundial pelos direitos das mulheres, que aconteceu no Viaduto Santa Efigênia, na Praça da Sé e na avenida Paulista, unificou o ato que parou o centro da cidade na tarde desta quarta.

Os protestos do Dia Internacional de luta das Mulheres, que aconteceram em todo o planeta, em especial no Brasil, após o golpe de estado contra a democracia e a perda dos direitos trabalhistas e sociais, com o impeachment da presidenta Dilma, levantou a indignação coletiva da população. Movimentos feministas se organizaram, mostraram a força popular e o empoderamento para dizer não ao machismo e violência, numa sociedade com a cultura patriarcal enraizada e lutar pelos direitos de igualdade e das conquistas sociais e trabalhistas.

Futuro incerto, a reforma da previdência castiga trabalhadoras 

Uma das categorias mais prejudicadas com as medidas da PEC da Morte e com o possível roubo da aposentadoria, professores para se aposentar teriam  que contribuir mais de 49 anos, e em assembleias na av. Paulista no vão livre do MASP organizados por professores estaduais, e na praça Osvaldo Cruz com professores da prefeitura, decidiram aderir à greve nacional da educação, dia 15 de março, contra os retrocessos do ilegítimo e golpista Michel Temer (PMDB).

Outros movimentos vão unificar os protestos neste dia. Milhares de mulheres, movimentos sociais, estudantes, sindicalistas, também irao paralisar contra reformas previdenciárias, trabalhistas e a terceirização.

Contra as novas medidas da aposentadoria, que condena no futuro a classe trabalhadora, com o risco de não se aposentar, e “morrer trabalhando”, o alerta das lideranças de conselhos de saúde, movimentos de moradia e de trabalhadores sem teto e sindicatos, preocupa também a juventude que será sacrificada.

Marcado na frente do INSS, no viaduto Santa Efigênia, movimentos repetiam as palavras “aposentadoria fica, temer sai”, espalhados também em cartazes e num coro, das vozes de trabalhadoras com o futuro incerto, dali, marcharam pelo largo São Bento, até a Praça da Sé, onde se reuniam milhares de pessoas, e entidades, com o fervor da indignação generalizada da população. 

Logo, se encontraram com professores municipais e estaduais, na rua Maria Paula. O movimento unificado com milhares de pessoas seguiu para a Previdência Social, na rua Xavier de Toledo, finalizando no Viaduto do Chá, em frente à prefeitura de São Paulo. 

Contra o atual prefeito, que lança a cidade para venda dos serviços e patrimônio s públicos de saúde etc, protestos tomaram força. Dória castiga a população mais pobre com medidas higienistas, tirou leite, perua de alunos, ainda não entregou uniforme escolar, até o corte de verbas para a educação, muitas escolas ainda não receberam o ptrf, o prefeito que mais gasta com.propaganda, cortou verbas na assistência social e habitação. Como foi o caso da comunidade de Paraisópolis que sofreu incêndio em mais de 1000 casas, e até aquele momento não foi assistida.

Com informações da Apeoesp, CUT, CTB, Sinpeem, CNTE e Sindsep 

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Participaram da manifestação em São Paulo:

Marcha Mundial das mulheres, Forum de Mulheres de São Paulo, Mulheres negras, CUT, Sindsep, Sindicato dos Bancários, MST, FLM, FDM, MTST,FNDC, Barão de Itararé, PT, PCdoB, Psol, UNE, APEOESP, SINPEEM, Conselho de Saúde, Sindsaude, Sindicato dos Enfermeiros de São Paulo, Sindicatos dos Químicos de São Paulo, Sindicato dos Médicos, Sintesp, Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular, Contraf

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